quarta-feira, 27 de março de 2019

Arlen Ness, Conhecido Como 'Rei Do Custom', Morre Aos 79 Anos

Customizador estava em casa com a família; causa da morte não foi divulgada


O mundo custom está de luto. No último sábado (23), a página da Arlen Ness Motorcycles no Facebook exibia uma nota que informava o falecimento, aos 79 anos, de Arlen Ness, um dos grandes nomes do cenário de motos customizadas.

De acordo com a nota, o customizador estava em casa com a família quando morreu. O comunicado não menciona a causa da morte do customizador, que iniciou a jornada no mundo custom ao adquirir uma Harley-Davidson 1947 com motor 'Knucklehead', quando já começou a fazer as próprias modificações.

Em 1970, ainda na garagem na Califórnia, Ness deu início ao trabalho de customização de outras motocicletas enquanto mantinha o emprego de instalador de portas de alumínio e janelas.

Alguns anos depois, o customizador abriu a própria oficina em Dublin, também na Califórnia, e iniciou a jornada para se tornar o 'Rei do Custom', como ficou conhecido.

Além das customizações, Ness criou a Arlen Ness Motorcycles, que virou fornecedora de peças para marcas como Harley-Davidson e Indian. O trabalho de Arlen inspirou gerações da família Ness, já que o filho, Cory, e o neto Zach, seguiram os passos do 'Rei do Custom' e trabalham na empresa criada por ele.


Fonte:
moto.com.br

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A hora certa de trocar o pneu da sua moto


Muito se fala sobre a pressão correta dos pneus, a escolha da medida certa para sua moto, o tipo de pneu adequado para um determinado piso, entre outras recomendações. Mas uma pergunta é freqüente mesmo entre os motociclistas mais experientes: qual a hora de substituir o pneu da minha moto?

Como as motos têm apenas dois pneus, estes são itens fundamentais para garantir a segurança do motociclista. Um pneu “careca” representa perigo na hora de acelerar, frear e contornar curvas. Em piso molhado então, nem se fala. Entre as diversas funções dos sulcos está a drenagem da água. Se os sulcos estiverem pouco profundos não drenam a água corretamente e uma frenagem pode causar uma queda em dia de chuva.

Para saber a hora certa de trocar o pneu da sua moto existe a boa e velha inspeção visual. Ou seja, você olha e percebe que o pneu está ficando “careca”. Porém muitas vezes o desgaste não ocorre por igual em toda a banda de rodagem e fica difícil identificar se o pneu pode ou não rodar mais alguns quilômetros.


Pela legislação brasileira, a profundidade mínima dos sulcos de um pneu de motocicleta é de 1,0 mm – abaixo disso o motociclista fica sujeito a multa. Se o sulco atingir essa profundidade em qualquer ponto da banda de rodagem, o pneu deve ser substituído.

Pensando em facilitar a vida do motociclista, as fábricas de pneus dotam seus produtos de uma maneira simples e eficaz de se averiguar se está na hora de substituí-los. Trata-se do TWI (Tread Wear Indicator) um dos limites para o uso dos pneus de moto. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator, que significa indicador de desgaste da banda de rodagem. Todo pneu conta com o TWI, um filete de borracha disposto transversalmente aos sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem está na hora de trocar o pneu.

Onde fica?

Esses indicadores de desgaste podem ser facilmente localizados nos flancos (lateral) dos pneus, onde geralmente há a inscrição T.W.I. ou ainda alguma indicação como uma seta ou o logotipo do fabricante. Nessa direção, o motociclista vai encontrar o filete de borracha indicando a altura mínima de uso do pneu.

Mas é bom lembrar ao motociclista que a troca do pneu só estará vinculada ao TWI se o pneu estiver em boas condições. Bolhas, cortes ou desgastes irregulares também podem condenar o pneu. Se houver algum desses defeitos, mesmo que a banda de rodagem não tenha atingido a profundidade mínima, o pneu deve ser substituído por outro novo, nas mesmas medidas indicada pelo fabricante da motocicleta.

Para garantir uma maior vida útil aos pneus da sua moto, verifique a calibragem semanalmente. A pressão correta a ser usada sempre está no Manual do Proprietário ou em alguma etiqueta de advertência colada à motocicleta. Outra dica importante é que, em caso, de levar garupa ou bagagem pesada demais, o motociclista deve calibrar o pneu para aquela situação de uso.




Fonte: Agência Infomoto

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Espelhos retrovisores e guidões “dentro” da lei


Mais uma vez o assunto personalização de motos voltou à tona com a portaria 159/2017 publicada no final de julho pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que trata das modificações permitidas em motocicletas. O item 60, por exemplo, esclarece que alterações em espelhos retrovisores, guidões, componentes de suspensão e assento (inclusive alteração dos pontos de fixação originais) podem ser realizadas, porém as motos deverão ter o Certificado de Segurança Veicular (CSV). A nova determinação entra em vigor a partir de 1º de setembro.

Área refletora dos espelhos

No que se refere aos espelhos retrovisores, o item de uso obrigatório deve atender aos requisitos descritos no anexo da resolução número 682/2017 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo a norma, a área refletora não pode ser menor do que 69 cm². Nos espelhos circulares o diâmetro mínimo é de 94 mm, e nos modelos não circulares, deverá ser possível encaixar um retângulo medindo 120 mm por 200 mm. Tudo para melhorar o campo de visão do motociclista.


Largura e altura do guidão

Com relação ao guidão, a largura permitida pode variar entre 600 mm e 950 mm. Já a altura máxima está limitada ao ombro do motociclista, quando ele estiver em posição de pilotagem. Ou seja, os guidões tipo “seca-suvaco” (ape-hanger) com as manoplas na altura da cabeça do motociclista está proibido. As autoridades entendem que quanto mais alto, menor a dirigibilidade. O que pode comprometer a agilidade e causar insegurança na condução da moto. 

No documento

“Apesar de parecer algo fora dos padrões, tais determinações visam oferecer melhores condições de segurança aos motociclistas, uma vez que respeitados os limites indicados, é possível assegurar condições de visualização daquilo que ocorre atrás do veículo, e manter a dirigibilidade da moto dentro dos padrões, no caso do guidão”, explica Renato Campestrini, gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).


Segundo o Denatran, tais alterações devem constar no CRV (Certificado de Registro de Veículos) e também no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos) no campo “Observação” como “veículo modificado visualmente”. 

Para o técnico do ONSV, Campestrini, o melhor caminho antes de qualquer alteração, adaptação, que possa implicar em interpretação dúbia, “é levar o projeto da moto a unidade do Detran de seu Estado”.


Fonte: wm1.com.br/autor/agencia-infomoto

quinta-feira, 16 de março de 2017

O que é uma Scrambler?


O termo scrambler está se tornando como bobber ou cafe racer: muito customizador usa sem saber muito bem o que é, ou apenas porque determinada moto tem algo característico daquele estilo. Mas a definição de scrambler é a mais simples de todas: ela nada mais é do que a avó das motos que hoje chamamos de trilha ou enduro.

Antigamente, não se faziam motos pensando em uma função específica. É por isso que as pessoas adaptavam o mesmo modelo para as mais diferentes funções. A Harley depenada para correr na pista, também era adaptada com pneus de Jeep e balança maior para corridas de subida de montanha.

O termo surgiu nos anos 50 para batizar as motos adaptadas para corridas do tipo enduro, com pneu para terra, escapamento alto e guidão largo, com a característica barra que evitava que ele entortasse nas frequentes quedas do off-road. O nome veio da expressão “to scramble”, que é quando se sobe uma colina rapidamente usando os pés e as mãos.

Nos anos 60, os fabricantes passaram a usar o termo para suas motos já adaptadas de fábrica. Um dos modelos mais famosos é a Triumph Scrambler, mas até a Honda entrou na onda com a suas “street scramblers”, motos que não eram verdadeiras trilheiras, mas tinham o mesmo visual. Algo como os carros “cross” de hoje em dia.

Fonte: olddogcycles.com

terça-feira, 14 de março de 2017

O que é uma Café racer?


Café racer é uma categoria de motocicleta desenvolvida para corridas de curto percurso que eram utilizadas por jovens na década de 60 para apostar corridas entre cafés onde gostavam de se reunir.

O significado têm suas raízes na década de 1960, com a subcultura rockers, ou os meninos Ton-up, embora elas também fossem comuns na Itália, Alemanha e outros países europeus. Na Itália, o termo refere-se às motocicletas específicas que foram e são usados ​​para viagens curtas, de velocidade afiadas de um café para outro.

Os rockers eram jovens e rebeldes e que queriam uma moto rápida, personalizada e distinta para viajar entre cafés ao longo das recém-construídas auto-estradas e em torno de cidades britânicas. O objetivo era voltar para o Café Ace antes do registro de uma música na jukebox ter terminado.

História
Por falta de opções, os Cafes, antigos restaurantes de beira de estrada, onde costumavam parar caminhoneiros, eram os locais onde os Rockers se reuniam para ouvir o Rock and Roll. Nesses Cafés, havia as famosas máquinas de músicas conhecidas como Jukebox, o único meio de ouvir Rock and Roll para eles. Devido a essas jukebox, os Cafes tornaram-se pontos de encontro dos jovens. Além de ouvir sua música, esses jovens também gostavam de apostar corridas com suas motocicletas. Como não eram pilotos profissionais, e portanto não dispunham de equipes, tinham eles mesmos que que preparar suas máquinas. Envenenavam as motos de forma que aumentavam seu desempenho buscando superar as 100 Mph, o tão buscado TON. Devido a sua paixão pela velocidade e por suas corridas, os caminhoneiros zombavam desses jovens, pois eles não seriam verdadeiros pilotos de corridas, mas corredores de Cafe (Cafe Racers), pois era lá que se encontravam. Esses jovens eram conhecidos como Rockers, pois era óbvia paixão por Rock and Roll.

Esses jovens preparavam suas motos com motores rojões, pneus radiais e suspensões profissionais, mas conservado o jeitão original, sem carenagem e muitas vezes com o guidão original. Em Londres o clássico percurso era um "racha" do Boulevard Café, na Picadilly Avenue até o Café Royal, na Regent Street, sempre por volta das duas da manhã.

As motocicletas mais comuns eram as Triumph, Norton e BSA. Por considerarem as Nortons de melhor ciclísticas e as Triumph de melhor motor, os Rockers passaram a montar motores de Triumph em quadros de Nortons, surgindo assim as Triton, consideradas as Cafe Racers por excelência. Atualmente há Clubes e Clãs de Rockers e de apreciadores das Cafe Racers. São feitas Cafe Racers com os mais variados modelos de motocicletas de todos os fabricantes, inclusive com modelos modernos. Há um revival que trouxe à moda e tornou mais populares as Cafe Racers nos dias de hoje.

Nos dias de hoje essa motos ainda são valorizados pelos amantes da velocidade, alguns até mesmo utilizam motos modernas "atuais" para modificá-las de forma que fiquem parecidas com as famosas Café Race. Existem oficinas especializadas em fazer essas modificações.