sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Espelhos retrovisores e guidões “dentro” da lei


Mais uma vez o assunto personalização de motos voltou à tona com a portaria 159/2017 publicada no final de julho pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que trata das modificações permitidas em motocicletas. O item 60, por exemplo, esclarece que alterações em espelhos retrovisores, guidões, componentes de suspensão e assento (inclusive alteração dos pontos de fixação originais) podem ser realizadas, porém as motos deverão ter o Certificado de Segurança Veicular (CSV). A nova determinação entra em vigor a partir de 1º de setembro.

Área refletora dos espelhos

No que se refere aos espelhos retrovisores, o item de uso obrigatório deve atender aos requisitos descritos no anexo da resolução número 682/2017 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo a norma, a área refletora não pode ser menor do que 69 cm². Nos espelhos circulares o diâmetro mínimo é de 94 mm, e nos modelos não circulares, deverá ser possível encaixar um retângulo medindo 120 mm por 200 mm. Tudo para melhorar o campo de visão do motociclista.


Largura e altura do guidão

Com relação ao guidão, a largura permitida pode variar entre 600 mm e 950 mm. Já a altura máxima está limitada ao ombro do motociclista, quando ele estiver em posição de pilotagem. Ou seja, os guidões tipo “seca-suvaco” (ape-hanger) com as manoplas na altura da cabeça do motociclista está proibido. As autoridades entendem que quanto mais alto, menor a dirigibilidade. O que pode comprometer a agilidade e causar insegurança na condução da moto. 

No documento

“Apesar de parecer algo fora dos padrões, tais determinações visam oferecer melhores condições de segurança aos motociclistas, uma vez que respeitados os limites indicados, é possível assegurar condições de visualização daquilo que ocorre atrás do veículo, e manter a dirigibilidade da moto dentro dos padrões, no caso do guidão”, explica Renato Campestrini, gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).


Segundo o Denatran, tais alterações devem constar no CRV (Certificado de Registro de Veículos) e também no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos) no campo “Observação” como “veículo modificado visualmente”. 

Para o técnico do ONSV, Campestrini, o melhor caminho antes de qualquer alteração, adaptação, que possa implicar em interpretação dúbia, “é levar o projeto da moto a unidade do Detran de seu Estado”.


Fonte: wm1.com.br/autor/agencia-infomoto

quinta-feira, 16 de março de 2017

O que é uma Scrambler?


O termo scrambler está se tornando como bobber ou cafe racer: muito customizador usa sem saber muito bem o que é, ou apenas porque determinada moto tem algo característico daquele estilo. Mas a definição de scrambler é a mais simples de todas: ela nada mais é do que a avó das motos que hoje chamamos de trilha ou enduro.

Antigamente, não se faziam motos pensando em uma função específica. É por isso que as pessoas adaptavam o mesmo modelo para as mais diferentes funções. A Harley depenada para correr na pista, também era adaptada com pneus de Jeep e balança maior para corridas de subida de montanha.

O termo surgiu nos anos 50 para batizar as motos adaptadas para corridas do tipo enduro, com pneu para terra, escapamento alto e guidão largo, com a característica barra que evitava que ele entortasse nas frequentes quedas do off-road. O nome veio da expressão “to scramble”, que é quando se sobe uma colina rapidamente usando os pés e as mãos.

Nos anos 60, os fabricantes passaram a usar o termo para suas motos já adaptadas de fábrica. Um dos modelos mais famosos é a Triumph Scrambler, mas até a Honda entrou na onda com a suas “street scramblers”, motos que não eram verdadeiras trilheiras, mas tinham o mesmo visual. Algo como os carros “cross” de hoje em dia.

Fonte: olddogcycles.com

terça-feira, 14 de março de 2017

O que é uma Café racer?


Café racer é uma categoria de motocicleta desenvolvida para corridas de curto percurso que eram utilizadas por jovens na década de 60 para apostar corridas entre cafés onde gostavam de se reunir.

O significado têm suas raízes na década de 1960, com a subcultura rockers, ou os meninos Ton-up, embora elas também fossem comuns na Itália, Alemanha e outros países europeus. Na Itália, o termo refere-se às motocicletas específicas que foram e são usados ​​para viagens curtas, de velocidade afiadas de um café para outro.

Os rockers eram jovens e rebeldes e que queriam uma moto rápida, personalizada e distinta para viajar entre cafés ao longo das recém-construídas auto-estradas e em torno de cidades britânicas. O objetivo era voltar para o Café Ace antes do registro de uma música na jukebox ter terminado.

História
Por falta de opções, os Cafes, antigos restaurantes de beira de estrada, onde costumavam parar caminhoneiros, eram os locais onde os Rockers se reuniam para ouvir o Rock and Roll. Nesses Cafés, havia as famosas máquinas de músicas conhecidas como Jukebox, o único meio de ouvir Rock and Roll para eles. Devido a essas jukebox, os Cafes tornaram-se pontos de encontro dos jovens. Além de ouvir sua música, esses jovens também gostavam de apostar corridas com suas motocicletas. Como não eram pilotos profissionais, e portanto não dispunham de equipes, tinham eles mesmos que que preparar suas máquinas. Envenenavam as motos de forma que aumentavam seu desempenho buscando superar as 100 Mph, o tão buscado TON. Devido a sua paixão pela velocidade e por suas corridas, os caminhoneiros zombavam desses jovens, pois eles não seriam verdadeiros pilotos de corridas, mas corredores de Cafe (Cafe Racers), pois era lá que se encontravam. Esses jovens eram conhecidos como Rockers, pois era óbvia paixão por Rock and Roll.

Esses jovens preparavam suas motos com motores rojões, pneus radiais e suspensões profissionais, mas conservado o jeitão original, sem carenagem e muitas vezes com o guidão original. Em Londres o clássico percurso era um "racha" do Boulevard Café, na Picadilly Avenue até o Café Royal, na Regent Street, sempre por volta das duas da manhã.

As motocicletas mais comuns eram as Triumph, Norton e BSA. Por considerarem as Nortons de melhor ciclísticas e as Triumph de melhor motor, os Rockers passaram a montar motores de Triumph em quadros de Nortons, surgindo assim as Triton, consideradas as Cafe Racers por excelência. Atualmente há Clubes e Clãs de Rockers e de apreciadores das Cafe Racers. São feitas Cafe Racers com os mais variados modelos de motocicletas de todos os fabricantes, inclusive com modelos modernos. Há um revival que trouxe à moda e tornou mais populares as Cafe Racers nos dias de hoje.

Nos dias de hoje essa motos ainda são valorizados pelos amantes da velocidade, alguns até mesmo utilizam motos modernas "atuais" para modificá-las de forma que fiquem parecidas com as famosas Café Race. Existem oficinas especializadas em fazer essas modificações.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O que é uma moto Custom?


As custom (garfos dianteiros inclinados para a frente Ângulo de caster) são motos estradeiras, preferidas por um público mais tradicional. Não priorizam a velocidade e são mais voltadas ao conforto, mantendo a altura do banco baixo, pedaleiras avançadas, tanque grande em posição paralela ao chão de forma a proporcionar uma posição confortável para pilotagem. São muito confortáveis para viagens longas, seja sozinho ou acompanhado. O piloto fica recostado para trás, com os pés para a frente, o carona geralmente se apoia em encostos chamados de sissy bar.

A maioria das peças são cromadas e brilhantes, copiando o design das motos antigas. Geralmente possuem alforjes em couro, que são aquelas malas para levar a bagagem. No Brasil, existem muitos moto clubes cujos integrantes apreciam o estilo das motoscustom e que vêem nessas motos um estilo de vida. São as motos que apresentam desenho típico das motos americanas dos anos 50 e 60 glamourizadas em filmes como Easy Rider (Sem Destino). Uma variação dentro desta categoria são as Roadsters, que aliam o visual e a posição de pilotagem das custom com o alto desempenho das esportivas.

Exemplos desta categoria incluem as de média e alta cilindradas Honda Shadow VT600, Yamaha Virago, Kasinski Mirage650, e aHarley-Davidson Sportster; e as de baixa cilindrada (até 250cc) Dafra Kansas, Sundown VBlade, Suzuki Intruder,Shineray 250 Custom e a Traxx Shark.